segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ciúmes e Traição

Meu amor me traiu, e agora?

Filme "Onde está a felicidade?" levanta debate sobre o tema

Conteúdo e serviços personalizados que trazem soluções e reflexões para lidar com ciúmes e traição,são desenvolvidos por especialistas em Psicoterapia.

O caminho é a felicidade ou a felicidade é o caminho? Essa é a frase que dá início ao filme brasileiro "Onde está a felicidade?" (2011). A história é leve e com alguns clichês, mas levanta um debate importante sobre a traição.

Gosto de filmes que retratam conflitos de casais, pois costumam refletir bem a realidade da vida a dois (tirando os finais sempre felizes, é claro). No filme, Teodora, interpretada por Bruna Lombardi, sente-se traída pelo marido Nando (Bruno Garcia), após ver uma mulher o seduzindo pela webcam do computador. O homem diz à esposa que nunca encontrou sua parceira virtual e que, portanto, aquilo não poderia ser considerado uma traição. Então, chegamos a um assunto corriqueiro atualmente, a infidelidade virtual.
A interpretação de Nando é pessoal e intransferível. Afinal, só quem vivencia essa experiência pode afirmar se houve infidelidade. Mas em uma situação como essa eu prefiro olhar para o todo. O filme não aprofunda o assunto, mas seria interessante entender os motivos que levaram Nando a conhecer a mulher virtual. O que ocorria no casamento e o que deixava de acontecer? Aparentemente, os personagens, casados há 11 anos, eram apenas diferentes em alguns comportamentos do dia a dia, assim como outros diversos casais. Ele ama futebol, ela gosta de cozinhar. Ele é bagunceiro e ela extremamente organizada. Mas essas diferenças não são suficientes para levar à traição.

É possível perdoar uma traição?

Penso que a infidelidade é derivada de uma crise conjugal. E como qualquer crise, pode ou não ser superada. Isso depende da maturidade do casal e do relacionamento existente entre eles. Mas passar por uma crise requer mudança de ambos os lados. Infelizmente é comum que a pessoa que se sente vitimada (geralmente quem é traído) não esteja disposta a aceitar a sua responsabilidade na traição. Mas não há vitimas e algozes em relações amorosas. Ambos contribuem para a evolução do relacionamento. Algumas vezes a "vítima" não tem a consciência de que algum comportamento seu pode ter influenciado a atitude de seu suposto "algoz". Mas o casal alimenta os papéis um do outro todo o tempo e, em alguns casos, por toda vida.
O que fazer então? Um bom terapeuta de casal pode resolver. Mas se o casal conseguir retomar o diálogo e esclarecer os pontos obscuros da relação, já é um ótimo começo. O problema é que na maioria das vezes as pessoas apenas pensam que resolveram a situação, mas a cada nova discussão ou crise no relacionamento (porque elas irão ocorrer) o tal assunto volta à tona.

Aprendendo a regar sua relação

Certa vez tive o privilégio de assistir uma palestra com o Carlos Arturo Molina, escritor na área de Psicologia Familiar e de Casal, na qual ele mencionou este assunto. Achei brilhante uma tarefa que ele deu a um casal que passava por tal situação. O especialista disse que ambos teriam que enterrar aquele assunto de uma vez por todas. E como procuraram a terapia, é porque estavam mesmo decididos a melhorar a relação. O casal aceitou a proposta e tiveram que fazer um acordo por escrito, afirmando que qualquer crise conjugal, dali por diante, deveria ser resolvida no prazo de um ano. O mesmo problema não poderia nunca estar presente em novas discussões no futuro, sob pena de pagamento de alguma multa simbólica estabelecida por ambos. Assim, o casal pode escolher que a felicidade de um não dependeria do outro, mas sim do esforço de cada um estar presente no relacionamento, construindo com respeito, amor e diálogo uma relação madura e preparada para enfrentar as crises.
Termino com uma frase do personagem Nando, citada no final do filme: "o amor é como a caatinga: quando tudo parece estar seco e morrendo, de repente vem a chuva e tudo floresce novamente". Casais que ainda acreditam em seu relacionamento precisam aprender a fazer chover!
 
Maria Cristina
Fonte:www.personare.com.br

 

 

 

 

Você não é vítima do seu amor

Melhore a si mesmo antes de responsabilizar o outro por seu sofrimento


É muito comum se deparar com relações amorosas nas quais um dos parceiros aparece como o grande prejudicado. Seja porque é mal-tratado, ignorado, negligenciado ou mal-compreendido. Muitas vezes aconselhamos, damos apoio ou simplesmente ouvimos esta pessoa. Porém, uma pergunta que geralmente fica martelando a cabeça e que até verbalizamos de vez em quando é: "se esta pessoa sofre, por que permanece no relacionamento?". Ou ainda: "se o outro é tão ruim, por que esta pessoa perde tempo em acusá-lo e simplesmente não resolve a situação se separando?".
É claro que, seguindo o ditado de que "em briga de marido e mulher não se mete a colher", procuramos nos manter na zona neutra. Principalmente se nós mesmos já nos encontramos em relacionamentos sofríveis, nos quais nossa atitude foi bem semelhante. Entretanto, apesar dessa confusão toda, a resposta a indagações como estas pode ser bem simples, encontrada na terceira lei universal do amor, a de que "semelhante atrai semelhante".
De acordo a lei do retorno e os conceitos de ação e reação que vimos nos artigos anteriores, fica claro que alguém com energia X atrai pessoas de energia parecida. Isso invalida, portanto, a ideia de que uma pessoa é vítima de outra, já que para isso precisaria haver um superior e um inferior na relação.

O defeito que vê no outro pode estar em você

Como atraímos o que nos é semelhante e o que temos dentro de nós, a pessoa que está conosco funciona como um espelho, refletindo tudo aquilo que temos de bom e de ruim. Por isso que, sem percebermos, não abandonamos o outro com facilidade, pois isso seria o mesmo que simplesmente desistirmos de nós mesmos.
Assim, criamos uma dinâmica antagônica na qual nossa mente racional acusa o relacionamento, mostra todos os defeitos do nosso parceiro e nos leva a reclamações e acusações frequentes. Isso cria situações desgastantes nas quais fazemos questão de aparecer como vítimas, justamente por não querer ou não enxergar que aquilo que apontamos como defeitos também nos pertencem. Por outro lado, nossa mente irracional se segura firme à relação, por saber que está com seu igual, que aquilo que enxerga é apenas uma pista que a vida nos dá para evoluirmos mais rápido. Afinal, como saberíamos o que realmente temos de errado se não fosse o outro a nos mostrar constantemente?

Reconheça seu semelhante

Desse modo, independentemente do relacionamento no qual esteja, admita que esta pessoa é semelhante a você. Por fora talvez ela pareça o oposto, possivelmente por causa de gostos musicais, vestimenta ou atitudes diferentes no dia-a-dia, mas não se engane. De alguma forma, em maior ou menor grau, ela tem a ver com você, caso contrário não estariam juntos hoje. Portanto, se o seu par lhe faz mal, lhe aborrece ou tem atitudes que julga inaceitáveis, pare um pouco de se sentir frágil e observe-se por um momento. Será que as críticas que você recebe não mostram o quanto é igualmente exigente? Ou talvez você também ofende o outro sem perceber. Avalie se não está sendo mais egoísta ou orgulhoso do que gostaria de admitir, por exemplo.
Para tirar essa dúvida, anote em um papel 10 qualidades e 10 defeitos do seu par e você verá o quanto têm em comum. Depois pegue os defeitos semelhantes e passe a trabalhá-los em você mesmo. Ao minimizar o que tem de ruim em si, automaticamente afetará sua energia. O exercício pode levar você a dois resultados: ou seu parceiro irá se sentir motivado a melhorar, dando um novo gás ao relacionamento ou ele continuará o mesmo e a relação de vocês terminará, pois a "cola" que os unia terá sido dissipada. De todo modo, não tema o desconhecido, pois se você se elevar, pessoas semelhantes de categoria mais elevada se aproximarão.
Por fim, lembre-se que esta lei não se aplica apenas a relacionamentos e sim a todas as pessoas que encontra e convive, seja família, colegas de trabalho, amigos ou vizinhos. Em outras palavras, pense muito antes de reclamar, julgar ou se sentir ameaçado. Você merece cada uma dessas pessoas ao seu lado. Então, se elas estão aquém do que você desejaria, mude o mais rápido possível. E para melhor!

Fonte: http://www.personare.com.br

Entenda como é possível viver o amor em liberdade


Distanciar é um verbo que geralmente transmite uma ideia de frieza, de indiferença e, possivelmente por causa disso, temos muita dificuldade em abrir espaço entre nós e nosso amor. Muita gente acredita que respeitar plenamente a vida e a individualidade do outro, permitindo que a pessoa tome suas próprias decisões e escolhas (mesmo que nem sempre coincida com as nossas) é sinal de que não nos importamos o suficiente a ponto de lutar por um consenso. Afinal, muitas vezes é comum e esperado que os casais pensem como uma unidade e não como a junção de dois indivíduos distintos.
Infelizmente, nem sempre é possível chegar a um meio-termo na relação, no que diz respeito a todos os assuntos. Porém, isso não deveria, em tese, confundir a noção dos sentimentos que ambos podem nutrir um pelo outro. Afinal, não é porque alguém cede facilmente aos nossos argumentos que seu sentimento é mais verdadeiro ou profundo do que alguém que nos permite ser verdadeiros conosco.

A liberdade que vem do desapego

Desapego é quando damos liberdade para alguém ser quem realmente é. E só pode demonstrar este sentimento quem ama de verdade. É evidente que existem muitos graus diferentes de amor, já que cada pessoa pode apenas ofertar aquilo que possui de fato. Assim, misturado ao amor pode existir o sentimento de posse, a carência afetiva, a necessidade de ser aceito e o medo de ficar sozinho. Por isso, é natural que tenhamos receio em permitir que nosso amor circule à vontade, tome suas decisões, mantenha sua privacidade e admita o que pensa.
Mas, como às vezes existe muita insegurança em nós, o fato de não "segurar" a pessoa parceira e nem moldá-la às nossas expectativas, pode transmitir a falsa imagem de que não estamos apaixonados. Ou mesmo o outro, que não está acostumado a ter sua identidade respeitada, pode também crer neste ponto de vista.
Por incrível que pareça, investir no distanciamento logo de cara pode ser danoso para a relação. Não por ser errado, mas por não sabermos lidar com ele ainda. Por outro lado, todos nós sabemos o quão perigoso o apego pode ser para um relacionamento, já que nos faz ficar constantemente focados no comportamento alheio, sofrendo quando as coisas não saem do jeito como gostaríamos, julgando quem amamos de forma errada e muitas vezes até impondo condições ou brigando por causas que não valem a pena.
Então, como praticar o distanciamento de forma que ambos aprendam a se libertar das amarras emocionais, continuando a acreditar no amor que possuem um pelo outro? Já que estamos todos aprendendo a sermos mais independentes emocionalmente, este é um processo que pode ser feito com calma e que pode evitar vários conflitos futuros. Veja algumas sugestões:
  • 1-Por mais tempo que você conheça seu amor, evite pensar que já sabe como a pessoa irá reagir, como sente ou pensa sobre determinado assunto ou problema. É sinal de compaixão, respeito e amor querer saber o que seu parceiro está sentindo em relação a determinado assunto, desde que isso aconteça de uma forma livre de julgamentos ou constrangimentos.
  • 2-Mesmo que seja difícil aceitar, entenda que nem sempre o outro concordará com você. Por isso, não force adesões, nem se magoe. Se houver forma de conciliar determinada questão, ótimo. Caso contrário, é bom encontrar uma saída que não prejudique ninguém, nem a relação.
  • 3-Se você tiver confiança em quem você é e no que acredita, não precisará provar nada para ninguém.
  • 4-Não exija do outro sacrifícios que você mesmo não está disposto a fazer, pois isso dará margem para a famosa frase: "depois de tudo o que eu fiz por você".
  • 5-Permita que seu amor realize atividades sozinho ou que desfrute de privacidade. Afinal, tal como você precisa de vez em quando ficar com a família, sair com seus amigos ou meditar em silêncio, a pessoa parceira também pode ter esta necessidade.
  • 6-Se o outro estiver sofrendo por causa de algo, ajude-o, mas não interfira demais e nem tente controlar o processo. Permita que a pessoa aprenda com o que está vivendo. Desse modo, terá mérito por suas conquistas.
  • 7-Não deixe de fazer o que gosta só porque está num relacionamento. Pense que existem três tempos: o tempo da pessoa parceira, o seu tempo e o tempo do casal juntos. Afinal, se cada um tem espaço para se desenvolver, aprender e crescer, quando ficarem juntos estarão sempre trazendo coisas novas e alimentando a relação com energia renovada.
  • 8-Lembre-se que todos nós precisamos de privacidade. Por isso, tente não escancarar demais a intimidade, pois isso gera tensão a longo prazo. Ou seja, permita que o outro chore ou que faça algo sem você encher o momento de palpites. Isso vale também em horas sociais. Por exemplo, se receber uma visita, não chame atenção do seu amor na frente dos outros, nem revele suas intimidades em conversas pseudo-despretensiosas. Também não vale falar sobre os problemas e as dúvidas íntimas da pessoa parceira sem a permissão dela.
  • 9-Não deixe de dizer o que pensa e sente apenas para evitar conflitos. Afinal, reter sua individualidade irá levar você a explodir emocionalmente nos momentos mais impróprios. Por isso, não confunda ser verdadeiro com ser agressivo ou desrespeitoso.
Enfim, se houver distanciamento para que vejamos o outro tal como é, permitindo que tanto ele quanto nós sejamos inteiros, poderemos derramar amor de forma plena e escaparmos de tantos mecanismos de autodefesa que nos fazem perder tempo. Isso nos tira do relacionamento do aqui e agora, e das nossas ilusões do "como deveria ser" ou "do que poderia ter sido". Afinal, como poderá haver amor sem liberdade?

Fonte: http://www.personare.com.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PARA QUE SERVEM OS SONHOS?

Confira os 10 benefícios que o ato de sonhar pode oferecer à sua vida.


 
Entenderemos a finalidade dos sonhos do ponto de vista psicanalítico, o símbolo do sonho é de significado fixo e, portanto, a interpretação é uniforme. Já para a Psicologia Analítica, o simbolismo do sonho depende da associação feita pelo sonhador, isto é, o símbolo não possui exclusivamente um único significado universal, mas sim significados conectados com as experiências e memórias do sonhador. Portanto, a interpretação não é uniforme e permite um procedimento que se chama amplificação.
A amplificação de sonhos consiste em observar e explorar cada elemento presente no sonho, analisar e aprofundar o significado de cada símbolo de acordo com o que significam para o sonhador. Por meio desse procedimento, o sonhador pode associar os símbolos às situações (internas ou externas) de sua vida, a mecanismos psíquicos frequentemente utilizados por si ou que compensação eles carregam em si.
Apesar do fascínio do homem sobre seus sonhos, devemos saber que para se operacionalizar a análise de sonhos, muitas vezes anotá-los simplesmente não é suficiente. Muitas vezes é preciso um especialista que ajude a amplificar e otimizar as questões do sonho para a consciência, fato que dificilmente conseguimos sozinhos.

TIPOS DE SONHOS

Os sonhos podem ser classificados em grandes ou pequenos. Sonhos grandes são sonhos mais arquetípicos, míticos, muitas vezes indecifráveis do ponto de vista individual, porém carregados de uma energia capaz de "sacudir" a psique e modificar o curso da vida do indivíduo. Já os pequenos falam da vida cotidiana e expressam mecanismos, complexos, defesas e aspectos mais inconscientes da vida individual, falam do cotidiano psíquico do sonhador.
Por hora, falarei dos pequenos sonhos, que são os sonhos mais habituais e que nos situam em nossas ações e escolhas no mundo.
Abaixo veremos 10 benefícios - entre funções psíquicas dos sonhos e funções na vida cotidiana - que podem ajudar você a se conhecer melhor, por meio do que sonha.
  • 1Aprofundar o relacionamento consigo mesmo: ao entrar em contato com os sonhos, o sonhador percebe muitas de suas características psíquicas e emocionais, criando maiores vínculos com sua intuição, modificando atitudes e comportamentos, notando e elaborando sintomas físicos e compreendendo mais conscientemente as situações da vida. Sonhar permite ao sonhador levar em consideração todas as instâncias de si mesmo, ou seja, conscientes e inconscientes.
  • 2Entender melhor os universos externo e interno: ao sonhar, percebemos que existem dois mundos: um que observamos, vivenciamos empiricamente, percebemos, conceituamos e onde passamos a maior parte de nosso tempo acordados. O outro é de consistência diferente, que acontece quando dormimos e existimos de uma maneira diferente, pois o inconsciente não está atrelado às questões morais e éticas. Sua lógica de funcionamento é própria, mas ainda assim capaz de nos mostrar o que não vemos acordados. Assim percebemos que somos feitos de partes que se completam.
  • 3Relatar o processo de individuação: quando acompanhamos os sonhos, vamos traçando uma história conectada com nosso propósito de vida, amadurecemos e tecemos um caminho que é só nosso, que nos pertence. Os sonhos analisados sequencialmente nessa jornada são como um guia que pode nos orientar rumo à nossa própria finalidade na existência, ou seja, o propósito de estarmos aqui e agora.
  • 4Oferecer recursos riquíssimos para uma boa terapia: a aplicação clínica da análise dos sonhos é uma ferramenta importante que dá ao terapeuta a localização do sonhador dentro do processo, seu progresso, os entraves, as modificações psíquicas que estão ocorrendo. Isto é bastante útil e fidedigno, favorecendo o ganho de consciência ao longo da terapia.
  • 5Compensar e equilibrar a psique: a principal função ressaltada por Jung é a função compensadora do sonho. Ela balanceia as vivências externas com as internas, havendo então um pareamento entre ambas. Por exemplo: um evento que gerou muita raiva no sonhador sem que ele pudesse demonstrá-la, gera um desequilíbrio psíquico que pode ser vivido no sonho, como uma situação de briga em que o sonhador diz e age de forma bastante agressiva. Não acontece fora, mas pode acontecer dentro. Dessa forma, o sonho "alivia" a tensão psíquica gerada pela discordância entre o externo e o interno, ainda que temporariamente.
  • 6Demonstrar o que fazer: muitas vezes o sonho trata de resumir tarefas para o preenchimento de uma condição, etapas pelas quais o sonhador deverá passar para angariar um nível mais elevado de consciência. Os sonhos também podem ser interpretados como uma peça teatral que apresenta uma situação problemática e mostra seu desenvolvimento e conclusão. Com isso, o sonhador tem a possibilidade de repensar escolhas, questionar uma situação instalada, enfim, pode modificar sua percepção acerca dos eventos que a ele se apresentam externamente.
  • 7Desgastar acontecimentos traumáticos: sonhos reativos são os sonhos que se repetem, evocando situações traumáticas vivenciadas anteriormente pelo sonhador, como traumas de guerra, acidentes graves, catástrofes, etc. Eles ocorrem com o intuito de desgastar a energia que se acumulou em torno do trauma, até que se esgote ou que esta situação possa ser ressignificada pela via consciente.
  • 8Comunicar-se: sonhos telepáticos são de existência inegável, porém de causa inexplicável também. Caracterizam-se por pessoas que sonham o mesmo sonho ou que conversam no sonho em tempos muito próximos, sem que um necessariamente saiba do outro. Em geral, pode ocorrer entre pessoas distantes ou mesmo entre pessoas próximas que vivenciam o mesmo sonho, na mesma noite e que, conversando, podem descobrir que se comunicaram via inconsciente. São mais raros e muitas vezes podem passar despercebidos, caso falar sobre sonhos não seja um hábito.
  • 9Prever acontecimentos: sonhos prospectivos ou premonitórios são sonhos difíceis de identificar, já que somente podem ser percebidos depois que o evento ocorre, de fato. Até mesmo para aqueles que acompanham seus sonhos e seu mundo interno de perto, os sonhos premonitórios são difíceis de serem identificados. Podem tratar de grandes eventos, como morte, gravidez ou acidente, mas também podem falar de prospecções ligadas a fatos cotidianos. São também raros, porém possíveis. De qualquer maneira, mais do que entendê-los como profecias, eles devem ser entendidos como um rascunho, uma possibilidade preliminar.
  • 10Aguçar e promover insights criativos: quantos inventores, cientistas, operadores de bolsa, teóricos e escritores já tiveram suas obras ou trabalhos criados e desenvolvidos a partir de insights obtidos em sonhos? Quando nos conectamos aos nossos sonhos, podemos acessar nossas ideias de maneira mais livre e por isso nossa criatividade flui sem entraves. Algumas vezes podemos até perceber a forma de concretizá-las, de fazê-las tornarem-se reais no mundo concreto.
Com todos esses benefícios elencados, fica claro que acessar os sonhos, o inconsciente, é uma tarefa mais do que fascinante. É útil. Dá sentido. Conecta o ser humano às suas forças vitais e ao seu código interno de funcionamento para ser mais saudável e efetivo na vida.
Autora: THAÍS KHOURY

COPO MEIO VAZIO OU MEIO CHEIO?

Reflita de que maneira você encara situações ao redor


 
Quando alguém pergunta se você costuma ver "o copo meio cheio ou meio vazio", pode estar querendo saber se você nota as coisas que dão errado com mais frequência que as que dão certo. Mas na verdade isso é uma questão de perspectiva. E a palavra "perspectiva" remete à profundidade, ângulo de visão, enquadramento, dentre outros conceitos. A perspectiva é necessária na nossa visão de mundo, caso contrário veríamos tudo em só duas dimensões, imagine!
Uma das belezas da visão é que quando olhamos um pássaro em frente a um muro, por exemplo, não vemos apenas uma foto plana: o que vemos ali tem movimento, luz, sombra, profundidade e faz com que cada um olhe de acordo com os aspectos que mais lhe chamam atenção no momento. Isso é perspectiva.
Edmund Wilson, escritor, jornalista e historiador americano, disse: "duas pessoas nunca leem o mesmo livro". Ou seja, minha percepção do que li nunca será idêntica a sua, por causa das minhas experiências de vida, crenças, valores, personalidade e do ângulo pelo qual enxergo as situações com as quais me deparo.
Porém, se por um lado existe a concepção dos "pontos de vista distintos", por outro lado existe sempre a possibilidade de enxergar além do que todo mundo já enxerga. Quer um exemplo? No caso do copo meio cheio ou meio vazio, pode ser que ele seja apenas o dobro do seu tamanho ideal! Note que existe uma riqueza de perspectiva nessa terceira resposta, uma profundidade que dá outra dimensão além do preto e do branco, e é esse balanceamento que devemos buscar.

EXERCITE SEU MODO DE ENXERGAR O MUNDO

Boa parte do que uma psicoterapia trabalha é a compreensão de que o que vemos em nossas vidas tem muito a ver com como vemos isso. Nós somos seres subjetivos, não vemos o mundo com total neutralidade e objetividade. Lembre-se que nossa percepção do mundo está atrelada às nossas visões pessimistas e otimistas, a uma personalidade extrovertida ou introvertida - que são nossos aspectos mais "arraigados" - e também a aspectos mais flexíveis, passíveis de mudança. Por exemplo, tente lembrar se você já não viveu isso: quando está triste ou depressivo parece que toda a vida fica mais cinza; já quando está ansioso parece que tudo ao redor acontece em alta velocidade. As coisas mudam e o copo que antes estava meio cheio passa a parecer meio vazio. E isso acontece de uma hora para a outra, sem que a gente entenda o porquê.

VEJA A VIDA PELO LADO POSITIVO, ENXERGUE O COPO CHEIO

Não somos completamente mutáveis e nem toda nossa perspectiva pode ser relativizada sempre. Por isso não se preocupe em ser transformado em uma pessoa totalmente diferente do que você é depois de ler esse artigo. A personalidade de uma pessoa tem aspectos estáveis, relativamente fixos. No entanto, quando você se dispõe a questionar os pontos de vista negativos, que estão enrijecidos pela sua experiência de vida, é possível realizar alguma mudança!
Comece sua busca pelo lado positivo. Tenha em mente que há espaço em você para que as coisas ao seu redor ganhem uma tonalidade mais bonita. Veja mais oportunidades, mas sem deixar de enxergar os riscos. Faça com que as pessoas ao seu lado passem a se sentir bem na sua companhia, com sua "boa energia". Chegará o momento em que tudo acabará dando mais certo mesmo, já que você cultivará a boa vontade naqueles com os quais se relaciona, sendo mais tolerante, menos exigente e doando mais o seu lado bom no convívio com o outro.
Não estou sugerindo que ninguém ignore a realidade dos fatos, nem que deixe de enxergar o lado feio e negativo. Mas estou, sim, lembrando que mesmo diante de situações desafiadoras ou negativas há sementes que apontam para o bem. As coisas boas e positivas estão contidas nas negativas e o contrário também é verdadeiro. Esse pequeno ajuste de perspectiva não é uma mudança tão radical, é uma maneira um pouco diferente de perceber as coisas. E no final isso faz uma grande diferença e ajuda você a se tornar uma versão melhorada de si mesmo. Quanto mais global e inclusiva for a sua visão sobre "aquele copo", mais completa será sua atitude diante da vida.
Fonte:http://www.personare.com.br

José do Egito" estreia dia 30 de janeiro na Record

Rio Verão Festival 2013 promete muita música e diversão em março

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

POR QUE NÃO CONSIGO REALIZAR MEUS PROJETOS?

As crenças que você nutre podem impedir ou fortalecer suas decisões




Muitas pessoas têm grande dificuldade em realizar objetivos, alcançar metas, produzir resultados desejados, satisfatórios e práticos na vida pessoal e profissional. Normalmente essas pessoas ficam frustradas, tristes e até deprimidas e começam a questionar sua capacidade e a se perguntar: "o que há de errado comigo?", "Por que não consigo realizar meus projetos e nem alcançar meus objetivos?".
Muitas são pessoas talentosas, que fizeram diversos cursos, são formadas em curso superior, com pós graduação, MBA, mestrado e até doutorado. Outras pessoas não possuem grande formação, mas usam a falta de estudo como desculpa para não alcançarem sucesso. Elas costumam dizer: "Ah, se eu tivesse concluído uma faculdade...", "Se ao menos eu tivesse uma pós-graduação". "Se eu tivesse nascido numa família rica". "Se eu tivesse nascido num país que oferecesse oportunidades".
Enquanto essas pessoas culpam a falta de escolaridade, culpam o país, e lamentam terem nascido em uma família sem recursos financeiros, outras em condições iguais - ou até piores - prosperam, compram sua casa própria, viajam, casam e seguem em frente com seus projetos.
Quando veem o sucesso das outras, as pessoas que não alcançaram o sucesso podem pensar: "Nossa! Fulano tem muita sorte. Outro dia mesmo estava aqui conversando com a gente, sem um centavo no bolso e agora está de carro novo, comprou uma casa, só vive viajando". E por aí vão as frases de admiração pelo sucesso do outro. Nessa hora, há quem se volte para dentro de si e lamente seu próprio fracasso em conseguir alcançar o sucesso.

AFINAL, O QUE DETERMINA O SUCESSO?

O que essas pessoas não conseguem compreender é que não há nada de errado com elas. Não estão doentes, não precisam fazer mais nem um curso, e talvez nem precisem necessariamente de mestrado ou doutorado. Até porque muita gente possui muitas especializações e continua lamentando a sorte e encontrando dificuldade em realizar seus projetos de vida.
O que então impede essas pessoas de prosperarem? Por que elas não conseguem alcançar suas metas e objetivos? Por que algumas pessoas conseguem tudo, de maneira aparentemente fácil e rápida, enquanto para outras tudo parece impossível?
Não existe resposta fácil para essas perguntas, mas podemos observar alguns padrões, fatores que favorecem o sucesso ou o aparente fracasso.

O PODER DAS CRENÇAS

Crenças são profecias auto realizadoras. Pessoas que, verdadeiramente, acreditam que vão conseguir alguma coisa, colocam uma infinidade de atitudes mentais e emocionais em ação que as favorecem e as impulsionam para a ação em direção da meta e objetivo desejados.
Crenças fortalecedoras ou crenças limitantes criam condições na neurologia, predispondo o corpo para a ação, em conjunto com a crença da qual está se nutrindo. Henry Ford afirmava que "se você acreditar que pode ou se acreditar que não pode, você está certo". Porque quando acreditamos em alguma coisa, aquilo se torna para nós a mais absoluta verdade, e não nos damos permissão para realizar algo que contrarie nossas crenças. As crenças ligam ou desligam o estado emocional favorável à realização daquilo que a pessoa acredita. Crenças são como um software, um programa de computador criado para realizar determinada operação. Quando ativado, esse software permite e orienta a tarefa que o operador do computador está querendo realizar.

EMOÇÃO COMO AGENTE QUE IMPULSIONA A AÇÃO

Emoção é ação de dentro para fora. Emoção também é uma experiência subjetiva, associada à personalidade, ao temperamento e à motivação. O termo emoção provém do Latim emotione, que significa "movimento, comoção, ato de mover".
Crenças promovem estados emocionais congruentes, diretamente relacionados e alinhados com as crenças nutridoras do estado emocional. Quando acreditamos em alguma coisa, criamos o estado emocional que nos levam a agir de acordo com a nossa crença, nosso estado de espírito, nossa consciência. Não podemos fazer alguma coisa em que não acreditamos, e muito menos alguma coisa que contrarie nossas crenças porque não temos "permissão".
Quando agirmos contrariando nossas crenças, nossos valores e nossos princípios, entramos num processo de culpa, autocrítica, autocobrança e autodestruição. Porque não conseguimos agir de dentro para fora (emocionar), contrariando a poderosa muralha formada por esses três guardiões da vida e protetores da existência. Crenças limitantes reduzem o poder da intenção, deixando nossa mente multifocal, com pensamentos contrários à execução das tarefas mais simples que contrariem essas crenças. Como consequência disso, não nos colocamos no estado emocional favorável à ação.

FALTA DE FOCO E INTENÇÃO

Quando fazemos uma coisa com total foco e intenção, duplicamos, triplicamos, potencializamos o resultado. Foco e intenção são poderosas fontes de energia que alimentam nossa ação (emoção). A mente focada e guiada pela intenção é semelhante a um raio laser que tudo alcança, penetra, corta. Muito mais que um raio-x, a mente focada e poderosa é semelhante a um aparelho de ressonância magnética que vê os detalhes do órgão ou parte interna do corpo que está sendo examinada.
Quando temos foco e intenção, entramos num estado de fluir, onde o tempo parece parar, enquanto produzimos como os gênios da humanidade. Entramos no estado mental de Mozart, Shakespeare, Leonardo da Vinci, Einstein. Temos o hábito de ficar extasiados com a obra que saiu da genialidade desses monstros sagrados da humanidade. Admiramos sua capacidade, e pensamos que isso não é para nós. O que não sabemos é que todos somos gênios, ou seja, todos podem realizar as mesmas proezas e até superar esses gigantes que transformaram a humanidade.
Mas não conseguiremos chegar a esse estado sem antes transformar nossas crenças limitantes em crenças poderosas. Porque quando acreditamos com toda a força do nosso pensamento, quando temos zero dúvida, nada impede nosso avanço. Somos uma máquina humana de realização. Mas quando temos crenças contrárias bloqueando nossa intenção, não nos damos permissão para avançar. Portanto, avalie suas crenças, seus pensamentos, as frases ocultas que surgem quando você pensa em fazer alguma coisa e comece a trabalhar para transformar suas crenças limitantes em crenças fortalecedoras
O Coaching e a Programação Neurolinguística (PNL) são hoje duas poderosas abordagens que vêm sendo utilizadas para realizar mudanças profundas e transformadoras no nível de crenças e valores que fortaleçam o senso de identidade, promovendo a capacidade das pessoas, levando-as a se darem permissão para atuar com firmeza, determinação e segurança no mundo para alcançarem resultados jamais sonhados, realizar o impossível e a finalmente poderem se libertar e dizer, "Sim. Eu posso. Eu quero. Eu consigo".
Dizem que a caminhada de dez mil quilômetros começa com o primeiro passo. Comece agora a identificar suas crenças limitantes e suas crenças fortalecedoras. Diga sim para aquelas que lhe deixam forte, que criam o estado emocional favorável à realização dos seus projetos de vida. E diga não para as crenças limitantes, que lhe fazem pequeno(a), incapaz, insignificante. Quem sabe o próximo e-mail que receberei será o seu, dizendo: "Obrigado. Eu consegui".
Fonte:http://www.personare.com.br

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