quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

“O Divã virou um case”

Martha Medeiros: “O Divã virou um case”

(Foto: Letícia Remião/ Divulgação)


Entrevista

Martha Medeiros, colunista e escritora

A 76ª edição do CineSemana traz entrevista com Martha Medeiros, escritora e colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro, Martha Medeiros. Autora de diversas crônicas, ela fez sua estreia na ficção com Divã, em 2002. Três anos depois, a atriz Lilia Cabral adaptou para o teatro a história de Mercedes, uma mulher na meia-idade que resolve fazer análise, questionando temas do cotidiano, como casamento, maternidade e paixão. Hoje, a obra da autora gaúcha chega aos cinemas sob a direção de José Alvarenga, o mesmo de Os Normais (2003). Em entrevista a CineSemana, Martha conta como é ver seu trabalho adaptado para os palcos e telas e também destaca o assunto que mais gosta de escrever: as relações humanas.

Qual a diferença entre ver sua obra adaptada para o teatro e para o cinema?
É quase a mesma coisa. Na verdade existe um estranhamento sempre que a obra é adaptada não importa pra qual veículo porque a gente sempre que escreve se senti assim uma proprietária privada, ‘foi eu quem inventei os personagens, eu conheço bem aquelas emoções que estão no papel, aquilo ali tem muito a ver comigo’. De repente quando a gente vê a obra ganhar corpo, “ganhar corpo” aqui no caso não é jogo de palavras, é ganhar corpo mesmo, existe uma atriz, existe outros atores, existe voz, figurino e outras emoções, claro, é um susto, mas é um susto bom, é uma coisa muito interessante. A gente vê o desdobramento que aconteceu e o livro foi apenas um pontapé inicial disso tudo. É muito bacana. Eu to muito feliz. Agora o fato de ser teatro ou cinema não muda tanto. No caso do Divã pra mim foi surpreendente porque eu já achava que o teatro tinha sido um sucesso e já tinha sido um presente isso acontecer relacionado a um livro meu. Agora o filme vem dar um novo fôlego nessa história toda. Eu brinco assim: o Divã virou um case, porque agora ta completo, é livro, é peça e é filme. E eu acho que pra qualquer autor isso é um super orgulho.


Você acompanhou as filmagens ou se envolveu de alguma outra maneira na produção do longa-metragem?
Nada, eu acho que o autor tem que dar liberdade para aqueles que vão adaptar. Porque eu tenho que entender que cada um faz uma leitura da obra, uns conseguem desenvolver mais o lado humorado. No caso da Lilia, por exemplo, ela deu uma veia cômica muito maior ao personagem do que tinha no livro. Às vezes um personagem que é pequeninho no livro, eles acham que tem potencial pra crescer e cresce na obra, sendo teatro ou cinema. Outros personagens que eram pequeninhos no livro desaparecem ao invés de crescer. Eu acho importante porque é uma outra linguagem, não pode achar que teatro e cinema é igual ao livro. Literatura é uma coisa, cinema é outra, teatro é outra, e eu não domino nem cinema, nem teatro. Eu sou só uma espectadora. Então eu achei muito melhor pra eles que eu ficasse ausente do processo de criação, porque se não eles vão querer me agradar, quando na verdade eles têm que agradar o seu espectador, têm que agradar o público e não a mim. E acho que desse jeito é uma maneira mais generosa de trabalhar e pra mim é melhor também porque se não eu ia ficar me frustrando, eu ia me estressar, ‘ai tem que ser assim, tem que ser assado, isso eu gosto, isso eu não gosto’. Não tem porque eu ter essa trabalheira toda. Eu prefiro confiar na equipe e deixar que eles trabalhem com liberdade. Eu sentei no cinema e assisti como qualquer outra pessoa que vai assistir. Eu não sabia o que eu ia ver. Sabia quem era o elenco, confiava muito no diretor, que eu tinha almoçado uma vez só, mas já tava tudo pronto, foi só pra gente sem conhecer. E na peça foi assim também, eu sentei ‘e seja o que Deus quiser’.

E a adaptação ficou bastante fiel?
No aspecto geral ta fiel. É a história de uma mulher casada com filhos, ela nem sabe direito o que ta fazendo na terapia, mas ela sente que tem alguma coisa incomodando, e aos pouquinhos, à medida que as consultas vão passando, a vida dela também vai se transformando, ela acaba tendo um caso com um cara, quer dizer essa parte toda, ela tem a melhor amiga, tudo isso foi mantido, isso ta tudo muito fiel ao livro. O que tem de diferente é alguns personagens, outros que não aparecem muito, isso mudou um pouco. Acho que a peça e o filme são bem mais bem humorados e mais leves do que o livro. Existe uma comunicabilidade muito legal, existe a intenção de claro fazer as pessoas refletirem, mas o humor ta bem mais presente. Eu acho que se tivesse que ter uma grande diferença, não que o livro não tenha um certo humor, ele até tem, mas é um humor mais contido, é mais uma ironia, um sarcasmo, são coisas mais pontuais, enquanto que o personagem da Mercedes ele é mais engraçado, até porque a Lilia faz comédia muito bem, faz tudo bem, mas a comédia em especial. Então eu acho que o filme, principalmente, ganhou nesse aspecto. Mas eu não posso dizer que é uma coisa muito diferente do livro não, acho que a espinha dorsal vamos dizer foi mantida.

Com as adaptações, você e a Lilia Cabral se aproximaram e mantém contato?
Sim, tudo começou através dela mesmo porque na época em que ela leu o livro ela gostou muito, conseguiu meu telefone e disse que tinha interesse em adaptar. Logo depois a gente se encontrou pessoalmente e conversamos. Eu vi como seria o projeto dela e dei carta branca. Não participei das adaptações, nem do teatro e nem do filme. Eu realmente dei carta branca, deixei que eles fizessem o que quisessem. Mas fiquei muito satisfeita com o resultado. E claro, depois eu assisti a peça várias vezes. Acho que assisti a peça umas oito vezes nos três anos em que esteve em cartaz porque a cada estreia em uma cidade eu ia junto, enfim, tinha várias situações em que eu tava com o elenco. E agora com o filme houve essa reaproximação de a gente ter dado muitas entrevistas juntas, então eu acabei tendo mais contato com a Lilia.

O livro aborda a psicanálise. Você tem alguma relação com essa área, tem algo marcante na sua vida sobre isso?
Não, na verdade eu gosto muito, até nas minhas crônicas, o meu assunto preferido sempre foi relações humanas. Eu gosto muito dessa complexidade do ser humano, de investigar o que está por trás das atitudes, quais são os nossos desejos mais secretos, eu sempre achei tudo isso muito fascinante. Mas eu nem ao menos faço análise, eu não faço. Pra mim escrever é que é terapêutico. Mas eu sempre gostei muito do que move as pessoas, o que faz com que uma pessoa seja feliz ou infeliz, como é que uma pessoa tendo tudo que todos acham que é o básico, que é ‘ah tenho amor, tenho saúde, tenho dinheiro’, porque que tanta gente que isso ainda assim não se senti a vontade na vida e ainda senti que ta faltando alguma coisa. Esse faltar alguma coisa sempre me cativou, o que que é, como é que a gente resolve as nossas carências, e como a gente vai mudando com o tempo, o que nos fazia feliz aos 20 anos, aos 40 já não é mais isso é outra coisa. Eu gosto muito dessa mobilidade da vida, dessa eterna busca, que não vejo isso como uma angústia, mas vejo isso como um trajeto que tem que ser percorrido mesmo. E o livro na verdade é isso, é o trajeto de uma mulher que já viveu alguma coisa, ela ta na meia-idade, e ainda tem mais uma parte dois pra viver na vida e ela quer saber o que fazer dessa parte dois, se ela segue com as mesmas escolhas ou se ela muda de rumo. E acho que isso é comum a todos nós, por isso até acho que o Divã, o livro fez sucesso e fez sucesso com a peça e acho que o filme tem tudo pra fazer também porque eu acho que é muito fácil a gente se identificar com esses questionamentos.

Divã retrata temas do cotidiano como casamento, maternidade, solidão e paixão. Você acha que suas crônicas têm alguma influência sobre o livro?
Eu acho que tem. Às vezes eu até fico constrangida de chamar o Divã de um romance porque na verdade eu acho que na verdade ele é um livro de transição entre a crônica e a ficção. Ainda eu me coloco muito até em função de ser escrito na primeira pessoa e os assuntos que têm no Divã, muitos deles eu já abordei em crônicas, só que claro no livro eu tenho mais espaço, eu posso aprofundar mais, eu posso desenvolver mais esses assuntos. Mas eu não acho que seja uma obra completamente diferente das crônicas que eu faço. Só que ali existe um personagem que conduz todos esses temas. Essa é a diferença maior e é um livro de ficção. É diferente nesse aspecto, quando eu escrevo crônica eu to dando minha opinião, ali é eu Martha, e na ficção eu consigo realmente abordar os temas que não tem nada a ver comigo assim especificamente, mas que eu também tenho interesse em discutir.

Você tem planos para seguir com as crônicas, escrever outra novela ou lançar um romance?
As crônicas continuam sem interrupção. Eu continuo com as minhas duas colunas no Jornal Zero Hora e a minha coluna dominical no Globo do Rio, isso aí é o meu trabalho estável, fixo. Depois do Divã, eu já escrevi dois livros de ficção, um que se chamou Selma e Sinatra e o outro foi de dois anos atrás Tudo o que eu queria te dizer, que é um livro de cartas, e também são tentativas minhas de entrar para o mundo da ficção e já to escrevendo um quarto livro de ficção, que eu pretendo concluir até o final do ano, mas não to com pressa, e que também fala sobre relações humanas e dores de amor. Vou em frente. Não sou de fazer muitos planos, mas trabalho sem cessar e aí vamos ver o que a vida vai oferecer.

Publicado por Katiana Ribeiro.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vamos comemorar?

É dia de champanhe

3, 2, 1 Pow! O espumante é a bebida do fim do ano. E do início. E do meio...
Não se bebe espumante, champanhe, prosecco ou cava em dia triste. O estampido seco libera as borbulhas adormecidas na garrafa e, transferidas para tulipas, convidam ao primeiro gole. Antes de descer pela garganta, o primeiro brinde! O frescor limpa a boca e as borbulhas normalmente desenham um sorriso e estimulam novos goles. Trata-se de um vinho de comemoração e celebração. Talvez aí esteja um dos segredos da crescente demanda. É uma bebida com um marketing imbatível: o da alegria.

Por isso mesmo é a bebida oficial das festas de fim de ano. Em um país que até pouco tempo atrás até o guaraná era champanhe, tudo que borbulha tá valendo. E efervescentes genéricos de sidra, proseccos vagabundos e chuvas de prata da vida ganham status de bebida de celebração pelo simples fato de cuspir a rolha como um foguete e de espalhar sua espuma para fora da garrafa. No momento do brinde, muitas vezes segue direto goela abaixo pelo gargalo mesmo, numa espécie de cachimbo da paz das borbulhas.

Qual o problema? O importante é celebrar! Mas se sua intenção vai um passo além e seu objetivo é aliar a comemoração a uma bebida de qualidade, está na hora de escolher a garrafa da virada, daqueles que podem ser os melhores anos de suas vidas. 31 de dezembro é dia de champanhe, bebê!


Os vários estilos de espumantes

Para facilitar a sua vida, o Blog do Vinho traz uma lista de produtores que garantem uma qualidade sem erro. Tanto para os felizardos que têm “muito dinheiro no bolso” (a turma do champanhe) como para os que pelo menos esbanjam “saúde pra dar e vender” (a turma do espumante “orgulho da viticultura” nacional). E ainda explica, para quem ainda não sabe, a diferença dos vários estilos de espumantes – não, não é tudo a mesma coisa

CHAMPANHE

É o rei-leão dos espumantes, está no topo da pirâmide destes vinhos, até no preço. São mais intensos, ricos e de paladar apurado, com aromas que lembram panificação, às vezes de cor mais dourada. O espumante nasceu na região de Champagne, localizada no nordeste da França, e segue regras rígidas. As únicas uvas permitidas são: a branca chardonnay (dá finesse, notas florais e minerais), e as tintas pinot noir (frutas vermelhas e estrutura ao vinho) e pinot meunier (frutado). Estranhou o uso de tintas em champanhes? Mas é assim mesmo, são usadas tanto uvas brancas como tintas, o que dá a cor ou não a um vinho é o contato da bebida com as cascas.

Todo vinho sofre uma fermentação para transformar o açúcar da uva em álcool. Nos efervescentes, são duas. No champanhe, a segunda fermentação é feita na própria garrafa – a este método se dá o nome de champenoise, ou classico. Este método, com vinho-base bom e terroir exclusivo, confere mais elegância e intensidade à bebida. Dos diferentes estilos de champanhes, os mais caros e refinafos podem ficar até dez anos repousando nas caves antes de estar disponível ao consumidor.

Nem tudo que borbulha é champanhe

Champagne só em Champagne

Se topar com um espumante fora da França com o nome “champagne” gravado na etiqueta, desconfie. Champagne é a única região do planeta autorizada a usar esta designação nos rótulos. Na verdade, existem exceções que conseguiram burlar esta restrição, mas vale como regra.

Produtores importantes: Ayala, Billecart-Salmon, Bollinger, Charles Heidsieck, Delamotte, Deutz, Drappier, Jacques Selosse, Krug, Laurent-Perrier, Louis Roederer, Moët & Chandon, Pol Roger, Ruinart, Salon, Tattinger, Veuve Clicquot Ponsardin.

Preços médios: champanhe é cara. A partir de R$ 160,00 é possível encontrar bons produtos, como a Delamotte Brut. A sempre boa Tattinger sai por R$ 200,00, a Drapier Carte d`Or vale R$ 205,00 e a Gosset Brut Excellence R$ 192,00. Nas mais caras, e exclusivas, o céu é o limite, uma Dom Pérignon safrada não sai por menos de R$ 750,00, a presgitiadíssima Jacques Selosse Substance sai por R$ 1.500,00! – precisa ter muito o que comemorar…

ViG (Vinho indicado pelo Gerosa): Veuve Clicquot Ponsardim (entre R$ 200,00 e 230,00) – aquela do rótulo amarelo. É quase um blockbuster da champanhe no Brasil e no mundo (mais de 10 milhões de garrafas ao ano) e merece seu sucesso. Fácil de encontrar em lojas e supermecados. Bom aroma, frutas e torrefação. Um ótimo começo para se conhecer um champanhe típico, com seu toque oxidado, frutas secas, torrefação e cítricos.

CRÉMANT

Espumante genérico francês, também elaborado pelo método clássico, produzido fora da região delimitada de Champagne, sendo que o maior volume vem da região do Loire, mas com boas casas na Borgonha também. Costumam ter menos pressão e são mais ligeiros. Não há muita oferta de rótulos no Brasil.

Produtores importantes: Louis Bouillot, Domaine Amiot Guy et Fils, Dopff au Moulin, Grandin, Vigneau-Chevreau.

Preços médios: O crémant não é tão caro quanto o champanhe. Na média de 80 a 90 reais há rótulos disponíveis. Exemplos Amiot Guy Cremant (R$ 98,00).

ViG (Vinho indicado pelo Gerosa): O Crémant de Bourgogne Perle de Vigne Brut Grand Reserve (R$ 85,00) é um belo exemplar para comparar entre os espumantes de Reims/Champagne e fora desta região demarcada. Aromas de leveduras presentes, mas com muito frescor. Legal para conhecer o estilo.

CAVA

Outro espumante feito pelo método clássico – esqueceu o que é? Segunda fermentação na garrafa –, mas de origem espanhola, na região de Penedés, na Catalunha. As uvas são nativas: macabeo, viura (dão um toque frutado), parellada (acidez) e xarel-lo (acidez e potência). A Espanha é o segundo maior produtor de espumantes do mundo. A gigante Cordoniu coloca no mercado 130 milhões de garrafas ao ano. São facilmente encontradas nas prateleiras de supermercados e são deliciosos e potentes, vale experimentar.

Produtores importantes: Freixenet, Cordoniu, Raventos I Blanc.

Preço médio: as cavas têm preços mais acessíveis, encontram-se rótulos das gigantes Freixenet e Cordoniu por 55 reais, em média – valores similares aos bons espumantes nacionais – e são mais fáceis de encontrar em redes de supermercados. As versões rosés são bem interessantes.

ViG (Vinho indicado pelo Gerosa): Raventos I Blanc Gran Reserva Brut (R$ 140,00). Uma cava de maior qualidade, com tostados e notas de frutas secas. Fica 6 meses em contato com leveduras e mais 36 envelhecendo na garrafa. E daí? Mais complexidade, sabor e expressão em boca.

PROSECCO

Quem já passeou por este Blog do Vinho já sabe: prosecco nada mais é que uma uva nativa da Itália, mais precisamente da região de Valdobbiadene e Canegliano, no Vêneto. Com ela, se faz este espumante que, ao contrário dos vinhos efervescentes anteriores, é elaborado pelo método charmat. O que é isso? Aqui, a segunda fermentação se dá em grandes tanques fechados de aço inoxidável que suportam altas pressões (a pressão do gás chega até a 7 atmosferas). Há os proseccos mais refinados, eles chegam da região de Cartize, mas a grande maioria é uma bebida mais fácil, de cor mais clara e de sabor próprio. A propósito, há proseccos no mercado de grande volume bem ruins, se puder, evite. Tem prosecco no Brasil? Tem. A Salton (R$ 25,00) e a Aurora (R$ 22,00) produzem seus rótulos. E ao contrário do champanhe, pode ter seu nome estampado no rótulo. São frescos e honestos, uma boa opção aos italianos mais comuns.

Produtores importantes: Adami, Bisol, Ca Bolani, Dominio de La Vega, Jeio, Mionetto, Nino Franco, Ruggeri.

Preço médio: entre 40 e 80 reais encontram-se proseccos de qualidade de produtores importantes como Mionetto e Bisol.

ViG (Vinho indicado pelo Gerosa): Nino Franco Rústico (R$ 80,00). Trata-se de uma escolha afetiva. Foi o primeiro Prosecco de qualidade que experimentei e nunca decepciona, mostrando a capacidade desta uva quando bem vinificada e tratada.

ESPUMANTES (sparkling wines)

Nome genérico para todo vinho com duas fermentações. Há rótulos da Itália, da Argentina, do Chile, da Alemanha (conhecidos como Sekt), de Portugal – em toda parte –, até a Inglaterra começou a se aventurar neste mercado. O Brasil produz espumantes premiados em vários concursos sérios e reconhecidos pela crítica internacional e nacional. A grande maioria é elaborado pelo método charmat com bons resultados; algumas vinícolas arriscam o método clássico, nem sempre superiores ao charmat. No Brasil, além das uvas francesas chardonnay e pinot noir, é comum o uso da riesling itálico que teve boa adaptação no sul do país. Nossos espumantes se caracterizam pela boa acidez, frescor, juventude (é comprar e beber, sem dormir na adega) e média intensidade, um aroma levemente cítrico, um vinho de celebração com qualidade, acima de tudo.

Produtores importantes

Brasil: Adolfo Lorna, Aurora, Bueno State, Caves Geisse, Chandon, Dal Pizzol, Dom Cândido, Don Giovanni, Domno, Marson, Miolo, Pericó, Peterlongo, Piagentini, Pizzato, Salton, Valduga, Vallontano.

Itália: Costaripa, Bellavista, Ferrari.

Portugal: Luis Pato, Quinta da Bacalhoa, Vértice.

Preços médios: a partir de 20 reais já é possível achar um espumante correto para chamar de seu. Subindo um pouco a régua, com você será bastante feliz com alguns exemplos Ponto Nero Brut (R$ 30,00), Aurora Brut 100% Chardonnay (R$ 30,00).

ViG (Vinho indicado pelo Gerosa): Se você aprecia uma bebida mais elaborada, mais densa e com mais requintes de paladar – todos elaborados pelo método champenoise – fique com o Don Giovanni Brut (R$ 42,00), o Pizzato Brut (R$ 44,00) ou Casa Valduga 130 Brut (R$ 60,00); para os espumantes com característica mais verde-amarela, descrita acima, e de qualidade sempre constante, as dicas são o saboroso Chandon Reserva Brut (R$ 48,00) e o sempre bom Salton Reserva Ouro (R$ 30,00). Entre os estrangeiros, uma boa alternativa é o espumante Costaripa Brut (R$ 68,00 na oferta de Natal), produzido na região da Lombardia pelo método champenoise. E Luis Pato Maria Gomes 2010 (R$ 74,00), um pioneiro das borbulhas na Bairrada, mais simples e fresco. Nunca decepciona.


Brut, sec, demi-sec. Qual o significado?

Se os estilos mudam em cada região e pelo método de vinificação, o teor de açúcar – e o sabor – também se alteram de acordo com a sua classificação. Fique atento ao que diz o rótulo, é fácil se enganar. Os espumantes são classificados conforme a concentração de açúcar por litro.

Nature (zero dosage): até 3 gramas por litro

Extrabrut: até 6 gramas por litro

Brut: menos de 15 gramas por litro

Sec: entre 17 e 35 gramas por litro

Demi-sec: entre 33 e 50 gramas por litro

Doux: acima de 50 gramas por litro

Ou seja, essas expressões nos rótulos indicam o grau de açúcar por litro em cada garrafa. Atualmente, 80% do mercado são dominados pelo tipo brut, que é mais seco e com baixa concentração de açúcar. Sec, ao contrário do que parece, não é seco, mas levemente adocicado. Mais comum encontrar a expressão demi-sec. Doux dispensa explicações.

Escolheu o seu? É hora de jorrar a bebida na taça!

Fala sério, não é tudo igual, não é mesmo? Agora é só escolher qual bebida combina melhor com seu bolso e paladar para celebrar 2012, 2013, 2014…

Fonte:Blog do vinho

Feliz Ano novo!!!

Educador Mateus Prado analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

Notas de corte do Sisu vão baixar em 2012

Provas mais fáceis e maior número de vagas vão facilitar a conquista por lugar em universidade pública com nota do Enem

Notas de corte menores que as deste ano, principalmente nos cursos mais concorridos, é o que podemos esperar para quando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) fizer sua primeira chamada em janeiro de 2012. Os dois principais motivos são a diminuição da notas dos alunos que acertaram, em cada prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), bem mais que a média dos acertos dos concluintes do ensino médio e o aumento de 30% no número de vagas distribuídas pelo Sisu no primeiro semestre.
Com a prova mais fácil em 2011, os candidatos acertaram mais questões do que se tivessem feito as provas dos dois anos anteriores. Como o Enem faz primeiro um cálculo absoluto dos acertos dos candidatos, com pesos levemente diferentes para as questões, e depois faz, com essa nota absoluta, um cálculo de desvio padrão de cada um, com uma média de acertos maior sobrou menos espaço entre a média de acertos de cada candidato e quem acertou acima dessa média.

A nota que cada um consultou na internet e depois vai receber em casa, na verdade, não é nota, e sim um número que significa o desvio ou a distância que o aluno teve em relação a um aluno com nota média. Por isso, acertar o mesmo número de questões em provas diferentes não significa ter o mesmo resultado. Em Matemática, por exemplo, prova em que os alunos acertam, em média, menos questões, era preciso bem menos acertos que em Linguagens ou em Humanas para ter um resultado bem superior.

Esse desvio, ou essa distância, ficou menor. Quem acertou todas as 45 questões, de cada prova, teria uma nota média, descontada a redação, de 902,7 em 2009 e de 887,8 em 2010. Em 2011 essa média das notas máximas caiu para 852,2. A conta é complicada, mas uma prova mais fácil no Enem resulta em nota mais baixa, comparativamente, para alunos melhor preparados. É por isso que a maioria das pessoas que fizeram a prova deste ano e do ano passado acertou mais questões agora e mesmo assim teve nota menor que em 2010.

Soma-se a isso que, neste ano, são oferecidas mais de 108 mil vagas no Sisu do primeiro semestre. São 25 mil vagas a mais que as oferecidas no ano passado. Se elas não estivessem disponíveis no Sisu, a maioria das pessoas que as ocupariam por vestibular também disputaria alguma vaga no sistema. O resultado é que o aumento de vagas aumenta o número de pessoas interessadas em prestar o Enem, mas não na mesma proporção que aumenta o número de vagas. Com isso, os concorrentes se dispersam, diminuindo a nota necessária para os alunos entrarem em uma universidade pública pelo Sisu, em quase todos os cursos.

Cristina Kirchner com câncer

Com câncer, Cristina Kirchner será operada


A presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, tem um tumor na glândula tireoide e será operada no próximo dia 4 de janeiro, anunciou nesta terça-feira (27) seu porta-voz, Alfredo Soccimarro.

A doença da chefe de Estado, de 58 anos, foi detectada durante uma revisão médica de rotina, informou Soccimarro aos jornalistas.

Cristina Kirchner realizou exames de rotina no dia 22 de dezembro que revelaram um "carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tiroide", disse o porta-voz.

Scoccimarro acrescentou que a presidenta "já realizou exames pré-cirurgicos que indicaram a ausência de compromisso dos ganglios linfáticos e de metástase".

"Tendo completado hoje a realização dos exames pré-cirúrgicos correspondentes, a cirurgia foi marcada para quarta-feira, dia 4 de janeiro, no Hospital Austral com um tempo provável de internação de 72 horas e convalescença de 20 dias", completou o porta-voz.

O vice-presidente argentino, Amado Boudou, assumirá a direção do país entre os dias 4 e 24 de janeiro, acrescentou Scoccimarro.

Cristina Kirchner reassumiu o poder em 10 de dezembro passado, para mais quatro anos de mandato, após vencer as eleições de 23 de outubro, com 54,11% dos votos.


*** Com informações da AFP e EFE

Morte de Kim Jong-il

Centenas de militares e norte-coreanos acompanham funeral de Kim Jong-il
Kim Jong-il, que morreu em 17 de dezembro vítima de um ataque do coração


Centenas de militares e cidadãos norte-coreanos compareceram nesta quarta-feira ao funeral do ex-líder do país, Kim Jong-il, realizado no Palácio de Kumsusan, segundo imagens divulgadas por uma rede de televisão local.

No interminável desfile realizado diante do corpo do ex-ditador, era possível ver grupos de mulheres em trajes militar chorando copiosamente.

Nos corredores do palácio, fileiras de soldados esperavam para entrar na sala onde estava Kim Jong-il, que morreu em 17 de dezembro vítima de um ataque do coração, segundo a versão oficial. Seu corpo foi exibido durante nove dias em Kumsuman, no mesmo local onde se encontra o mausoléu com o corpo de seu pai, Kim Il-Sung, que governou o país e morreu em 1994.

Embora os meios de comunicação da Coreia do Norte não tenham dados detalhes sobre como será as homenagens fúnebres a Kim Jong-il, especula-se que os rituais serão parecidos aos realizados para homenagear seu pai.

Naquela ocasião, o corpo do ex-líder foi levado num cortejo pelas ruas de Pyongyang que foi acompanhado por milhares de pessoas. Os rituais fúnebres que começaram nesta quarta-feira serão encerrados quinta-feira, quando está previsto uma homenagem em todo país.

A população manterá três minutos de silêncio e todos os trens e navios da Coreia do Note irão disparar suas sirenes ao mesmo tempo, segundo a agência de notícias KCNA.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O natal dos que nada tem

O mundo cristão, durante o mês de dezembro, prepara-se para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Os preparativos são os mais diversos, desde a arrumação e a aparência dos imóveis residenciais até a troca de presentes, que acontecerá durante as ceias na noite de Natal nos lares das famílias. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, a própria natureza ornamenta as ruas e avenidas com a caída de neve, considerando o início do inverno naquelas regiões.





As confraternizações ocorrem a todo momento. Os planejamentos das festanças começam a se movimentar para as comemorações natalinas. Os presépios espalhados pelo mundo inteiro demonstram a singeleza, como acontecera há mais de dois milênios com a chegada do Filho de Deus. É a data mais importante do nosso calendário, porque a promessa foi cumprida com a chegada do Messias. Noite de festas e de louvores. Deus presente nos lares brasileiros.

Enquanto as pessoas preparam-se para comemorar o maior aniversário natalino com ceias recheadas às culinárias mais variadas, regadas a vinhos e outras bebidas especialíssimas, lá debaixo das pontes, viadutos, marquises e, quando podem, nos humildes barracos, e até mesmo nas favelas, estão aquelas criaturas que nada possuem, senão muitos filhos e filhas desnutridos, desassistidos pelo poder público e esquecidos pelos poderosos possuidores de riquezas e arrogância para subestimar as pessoas que vivem a sonhar com dias melhores. As associações religiosas e filantrópicas são as que mais assistem esse povo sofrido e esmagado pelo poderio econômico e social das classes abastadas e orgulhosas. Mas ainda nos resta a esperança de que, no porvir, esse quadro melancólico, injusto e desumano desaparecerá da nossa sociedade.

O aniversariante do próximo dia 25 marcará essa data com 2011 anos que esteve nesta Terra. De lá para cá, apareceram fatos diversificados na história, na religião e na sociabilidade do homem. De qualquer sorte, Cristo dividiu o tempo, isto é, antes e depois Dele. Como homem, é o mais importante e carismático até hoje nascido. Como Deus, cumpriu as palavras do Profeta Isaías, que anunciou a chegada do Messias mil anos antes de acontecer e seu nome será: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz (Isaías, 6)”. Neste tempo, o perdão é a tônica que deve persistir entre os povos.

Feliz Natal e venturoso Ano Novo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Medicina Complementar

Dicas para sua saúde integral

Estresse começa pelo pescoço e cabeça

por Alex Botsaris

Hoje em dia, fala-se de estresse o tempo todo, seja na mídia, ou em conversas informais. Médicos costumam perguntar sobre estresse aos seus pacientes e dão conselhos para que se relaxem. Revistas trazem testes para autoavaliação do nível estresse e sugestões para se livrar do mesmo. Livros de auto-ajuda também condenam o estresse, apontando-o como um dos empecilhos para a realização pessoal e profissional, reservando também um espaço significativo do seu conteúdo para ensinar as pessoas como lidar com ele. Mas a despeito de tudo, parece que o estresse veio para ficar. A constatação é que nos tempos atuais não há quem não se queixe de suas conseqüências.





Já nos anos 90, tive a forte impressão que o número de pacientes estressados que entrava no meu consultório não parava de aumentar. Eu mesmo tinha sido obrigado a adotar uma rotina de vida e de trabalho muito pesada, e comecei a sentir na pele os seus efeitos. Olhando para mim mesmo, ou a minha volta, intuí que o problema não parava de crescer na sociedade, no Brasil e em outros países do mundo. Mesmo assim a percepção da gravidade desse fato pela sociedade era (e ainda é) insuficiente, assim como as medidas efetivas para seu controle me pareciam tímidas. O estresse tem se comportado como um mal silencioso que vai tomando conta de nossas vidas e quando nos damos conta, já não conseguimos mais nos libertar dele. Por isso iniciei uma pesquisa sobre o estresse, que acabou resultando num livro sobre o assunto, lançado em 2003, chamado de "O Complexo de Atlas".

Ducha de água quente no pescoço por alguns minutos ajuda a relaxar

Por que gastar energia e força com um peso que não é real? A pesquisa para esse livro identificou que a incidência de várias doenças aumentou, da década de 50 até os dias de hoje, todas com provável associação ao aumento do nível de estresse na sociedade. Dores de cabeça tensionais, dores nas costas, insônia, ansiedade, pressão alta e depressão são alguns dos problemas que se tornaram mais freqüentes. Juntando todos eles, quase ¾ da população adulta dos países de primeiro mundo (de onde a maioria dos dados foi extraído) possui um nível elevado de estresse, resultando em desconforto ou doença.

Outro ponto que identifiquei nesses estudos foi que a musculatura do pescoço e da cabeça é um dos primeiros locais onde o estresse começa a causar estragos. Isso fica patente se comparamos a incidência de dor na coluna cervical, que era tão baixa na década de 50 (provavelmente inferior a 4% da população) e que merecia apenas um comentário passageiro nos livros de ortopedia da época, e que agora se situa em torno de 25%, segundo pesquisas feitas na Inglaterra e Austrália.

Estresse começa pelo pescoço

Do ponto de vista evolutivo, o pescoço é o local mais freqüente de ataque de algum predador ou mesmo durante disputas dentro da mesma espécie. Por isso é comum o animal, quando ameaçado, contrair a musculatura do pescoço, visando protêge-lo do agressor. Com a musculatura contraída, o pescoço encurta, dificultando o golpe. O aumento do tônus muscular local ainda se explica como uma preparação para desviar das estocadas adversárias. Nós, humanos, herdamos esse reflexo dos nossos antepassados na escala evolutiva. Por isso, mesmo que não haja qualquer predador visando nosso pescoço, nós o protegemos. Tanto isso é verdade que, quando alguém está ameaçado, podemos usar um 'golpe no pescoço' como símbolo dessa ameaça: "Se fizer isso, o chefe vai cortar o meu pescoço", alguém diria. Assim, ao sermos confrontados com ameaças, ou desafiados, contraímos imediatamente a musculatura cervical. Se a tensão é forte e continuada, a musculatura do pescoço também fica contraída de forma intensa e prolongada, o que vai causar vários problemas locais.

Existe ainda um aspecto simbólico, que reforça a tendência de concentrar a tensão diária no pescoço. As pessoas estão cada vez com maiores responsabilidades e preocupações, tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal. Em nossa fantasia, essas responsabilidades estão colocadas sobre nossos ombros. Esse fardo simbólico faz com que haja uma tendência inconsciente a tensionar a musculatura cervical como se houvesse um peso real a ser carregado. Não é por menos que os anatomistas chamaram de Atlas (o gigante que carregava o mundo nas costas) a primeira vértebra cervical, aquela que sustenta a cabeça.

Complexo de Atlas

Assim chamei de 'Complexo de Atlas' a combinação de estresse, tensão na coluna cervical, dor cervical ou dor de cabeça, e sobrecarga de responsabilidades pessoais e profissionais. É o problema mais comum dos cidadãos modernos, que carregam seus próprios mundos, cada vez mais pesados, nas costas. E como o gigante mitológico, curvam-se com o peso e o sofrimento gerado pelo seu martírio voluntário. Diz a mitologia grega que Atlas foi punido por Zeus com a dura tarefa de carregar o mundo nas costas, porque liderou o exército dos Titans numa revolta contra seu domínio, a pedido de Cronos (líder mais antigo dos Deuses gregos). Por isso, nos quadros e esculturas, a fisionomia de Atlas, em geral, é representada com uma expressão de angústia, refletindo o pesado fardo que Zeus obrigou-o a carregar.





Contudo, no caso do cidadão do terceiro milênio, não existe qualquer imposição divina obrigando-o a carregar seu mundo como um pesado fardo. Vamos tirar esse peso de nossas costas! Não é preciso carregá-lo! Já temos que fazer muita força na vida, por que gastar energia e força com um peso que não é real? O curioso é que estamos tão condicionados a isso, que é lenta e difícil a adaptação ao modelo relaxado. Relaxar parece fácil, mas depende de capacidade e treinamento.

Por isso, aconselho meus pacientes a reservarem uma hora de seu dia para combater o Atlas aprendendo a relaxar a mente e o pescoço. Sessões de massagem freqüentes ajudam muito e a pessoa pode comprar algum aparelho elétrico de automassagem para o dia-a-dia. Acupuntura regula o tônus da musculatura cervical e controlando as dores. Exercícios de alongamento e relaxamento devem ser feitos todo dia, como a circunvolução da cabeça, rotações do pescoço para os dois lados e flexão e extensão da cabeça. Aprender a meditar auxilia no relaxamento e no controle da ansiedade. O calor tem um bom efeito relaxante muscular e pode ser usado pelas pessoas que estão com dores ou forte tensão no pescoço. Uma forma prática de fazê-lo é deixando uma ducha de água quente cair no pescoço por alguns minutos.

Ansiosos precisam reduzir estresse diário

Psicóloga orienta pais sobre estresse infantil

Atenção!
Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento.

Alex Botsaris
é médico especializado em Medicina Complementar

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dúvidas

Esclarecendo dúvidas comuns Qual seria o certo: distratar ou destratar? Ambas as formas estão certas, mas com significados completamente diferentes. Observemos. DISTRATAR significa desfazer ou não cumprir um trato ou contrato. Exemplo: Ele distratou o que tinha acertado com o vendedor DESTRATAR significa insultar, ofender, maltratar. Exemplo: Ela destratou as pessoas que sempre lhe foram fiéis Espero que essa informação lhe seja útil. Beijos!

Arquivo do blog