quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Medicina Complementar

Dicas para sua saúde integral

Estresse começa pelo pescoço e cabeça

por Alex Botsaris

Hoje em dia, fala-se de estresse o tempo todo, seja na mídia, ou em conversas informais. Médicos costumam perguntar sobre estresse aos seus pacientes e dão conselhos para que se relaxem. Revistas trazem testes para autoavaliação do nível estresse e sugestões para se livrar do mesmo. Livros de auto-ajuda também condenam o estresse, apontando-o como um dos empecilhos para a realização pessoal e profissional, reservando também um espaço significativo do seu conteúdo para ensinar as pessoas como lidar com ele. Mas a despeito de tudo, parece que o estresse veio para ficar. A constatação é que nos tempos atuais não há quem não se queixe de suas conseqüências.





Já nos anos 90, tive a forte impressão que o número de pacientes estressados que entrava no meu consultório não parava de aumentar. Eu mesmo tinha sido obrigado a adotar uma rotina de vida e de trabalho muito pesada, e comecei a sentir na pele os seus efeitos. Olhando para mim mesmo, ou a minha volta, intuí que o problema não parava de crescer na sociedade, no Brasil e em outros países do mundo. Mesmo assim a percepção da gravidade desse fato pela sociedade era (e ainda é) insuficiente, assim como as medidas efetivas para seu controle me pareciam tímidas. O estresse tem se comportado como um mal silencioso que vai tomando conta de nossas vidas e quando nos damos conta, já não conseguimos mais nos libertar dele. Por isso iniciei uma pesquisa sobre o estresse, que acabou resultando num livro sobre o assunto, lançado em 2003, chamado de "O Complexo de Atlas".

Ducha de água quente no pescoço por alguns minutos ajuda a relaxar

Por que gastar energia e força com um peso que não é real? A pesquisa para esse livro identificou que a incidência de várias doenças aumentou, da década de 50 até os dias de hoje, todas com provável associação ao aumento do nível de estresse na sociedade. Dores de cabeça tensionais, dores nas costas, insônia, ansiedade, pressão alta e depressão são alguns dos problemas que se tornaram mais freqüentes. Juntando todos eles, quase ¾ da população adulta dos países de primeiro mundo (de onde a maioria dos dados foi extraído) possui um nível elevado de estresse, resultando em desconforto ou doença.

Outro ponto que identifiquei nesses estudos foi que a musculatura do pescoço e da cabeça é um dos primeiros locais onde o estresse começa a causar estragos. Isso fica patente se comparamos a incidência de dor na coluna cervical, que era tão baixa na década de 50 (provavelmente inferior a 4% da população) e que merecia apenas um comentário passageiro nos livros de ortopedia da época, e que agora se situa em torno de 25%, segundo pesquisas feitas na Inglaterra e Austrália.

Estresse começa pelo pescoço

Do ponto de vista evolutivo, o pescoço é o local mais freqüente de ataque de algum predador ou mesmo durante disputas dentro da mesma espécie. Por isso é comum o animal, quando ameaçado, contrair a musculatura do pescoço, visando protêge-lo do agressor. Com a musculatura contraída, o pescoço encurta, dificultando o golpe. O aumento do tônus muscular local ainda se explica como uma preparação para desviar das estocadas adversárias. Nós, humanos, herdamos esse reflexo dos nossos antepassados na escala evolutiva. Por isso, mesmo que não haja qualquer predador visando nosso pescoço, nós o protegemos. Tanto isso é verdade que, quando alguém está ameaçado, podemos usar um 'golpe no pescoço' como símbolo dessa ameaça: "Se fizer isso, o chefe vai cortar o meu pescoço", alguém diria. Assim, ao sermos confrontados com ameaças, ou desafiados, contraímos imediatamente a musculatura cervical. Se a tensão é forte e continuada, a musculatura do pescoço também fica contraída de forma intensa e prolongada, o que vai causar vários problemas locais.

Existe ainda um aspecto simbólico, que reforça a tendência de concentrar a tensão diária no pescoço. As pessoas estão cada vez com maiores responsabilidades e preocupações, tanto no ambiente profissional quanto na vida pessoal. Em nossa fantasia, essas responsabilidades estão colocadas sobre nossos ombros. Esse fardo simbólico faz com que haja uma tendência inconsciente a tensionar a musculatura cervical como se houvesse um peso real a ser carregado. Não é por menos que os anatomistas chamaram de Atlas (o gigante que carregava o mundo nas costas) a primeira vértebra cervical, aquela que sustenta a cabeça.

Complexo de Atlas

Assim chamei de 'Complexo de Atlas' a combinação de estresse, tensão na coluna cervical, dor cervical ou dor de cabeça, e sobrecarga de responsabilidades pessoais e profissionais. É o problema mais comum dos cidadãos modernos, que carregam seus próprios mundos, cada vez mais pesados, nas costas. E como o gigante mitológico, curvam-se com o peso e o sofrimento gerado pelo seu martírio voluntário. Diz a mitologia grega que Atlas foi punido por Zeus com a dura tarefa de carregar o mundo nas costas, porque liderou o exército dos Titans numa revolta contra seu domínio, a pedido de Cronos (líder mais antigo dos Deuses gregos). Por isso, nos quadros e esculturas, a fisionomia de Atlas, em geral, é representada com uma expressão de angústia, refletindo o pesado fardo que Zeus obrigou-o a carregar.





Contudo, no caso do cidadão do terceiro milênio, não existe qualquer imposição divina obrigando-o a carregar seu mundo como um pesado fardo. Vamos tirar esse peso de nossas costas! Não é preciso carregá-lo! Já temos que fazer muita força na vida, por que gastar energia e força com um peso que não é real? O curioso é que estamos tão condicionados a isso, que é lenta e difícil a adaptação ao modelo relaxado. Relaxar parece fácil, mas depende de capacidade e treinamento.

Por isso, aconselho meus pacientes a reservarem uma hora de seu dia para combater o Atlas aprendendo a relaxar a mente e o pescoço. Sessões de massagem freqüentes ajudam muito e a pessoa pode comprar algum aparelho elétrico de automassagem para o dia-a-dia. Acupuntura regula o tônus da musculatura cervical e controlando as dores. Exercícios de alongamento e relaxamento devem ser feitos todo dia, como a circunvolução da cabeça, rotações do pescoço para os dois lados e flexão e extensão da cabeça. Aprender a meditar auxilia no relaxamento e no controle da ansiedade. O calor tem um bom efeito relaxante muscular e pode ser usado pelas pessoas que estão com dores ou forte tensão no pescoço. Uma forma prática de fazê-lo é deixando uma ducha de água quente cair no pescoço por alguns minutos.

Ansiosos precisam reduzir estresse diário

Psicóloga orienta pais sobre estresse infantil

Atenção!
Esse texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento.

Alex Botsaris
é médico especializado em Medicina Complementar

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Dúvidas

Esclarecendo dúvidas comuns Qual seria o certo: distratar ou destratar? Ambas as formas estão certas, mas com significados completamente diferentes. Observemos. DISTRATAR significa desfazer ou não cumprir um trato ou contrato. Exemplo: Ele distratou o que tinha acertado com o vendedor DESTRATAR significa insultar, ofender, maltratar. Exemplo: Ela destratou as pessoas que sempre lhe foram fiéis Espero que essa informação lhe seja útil. Beijos!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Músicas

A casa é sua-ArnaldoAntunes

Dente de John Lennon será leiloado no Reino Unido

O leilão acontecerá no próximo dia 5 de novembro



Todos os objetos referentes ao ex-Beatle John Lennon, assassinado em 1980, valem ouro no mercado internacional do show business. Diversos ítens referentes a ele já foram leiloados mundo afora, mas agora, uma peça inusitada também será colocada à venda.

Trata-se de um dente de Lennon que vai à leilão em 5 de novembro pela casa Omega Auction, em Stockport, no Reino Unido.

O dente tem um preço de reserva de 10.000 libras (R$ 28 mil). Lennon deu o dente de presente a Dorothy Jarlett, quando ela trabalhou como sua empregada doméstica entre os anos de 1964 e 1968.

O filho de Jarlett conta que a mãe, hoje com 90 anos, acha que é hora de encontrar um outro lugar para o dente de John Lennon.

O Fuxico: O site que é referência sobre famosos. Notícias apuradas, sempre em primeira mão.

domingo, 23 de outubro de 2011

Analistas alertam para corte acima de 0,5 ponto no juro.

As condições econômicas nacionais e internacionais não dão espaço, pelo menos por enquanto, para um corte da Selic acima de 0,5 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em outubro. É o que julgam analistas consultados pela Agência Estado. Internamente, as expectativas e a inflação corrente apontam para um IPCA acima do teto da meta no acumulado em 12 meses. No que diz respeito à atividade, se os números da produção industrial são fracos, o setor de serviços continua exibindo números muito fortes. No exterior, o grande foco de atenção continua sendo a Grécia. Mas nem a possível confirmação de um calote na dívida grega convence esses economistas de que o Banco Central precisará elevar o ritmo de corte da taxa básica de juros para 1 ponto, como discute parte do mercado.

Com base na ata da última reunião do Copom, dizem os analistas, a taxa de juros não deveria ser reduzida no encontro de outubro nem deveria ter sido cortada em agosto de 12,5% para 12% ao ano. Para o sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, quando reduziu a taxa de juros no mês passado, o Copom previa o agravamento da crise internacional e um processo de desinflação, com queda dos preços das commodities no mercado internacional. "Isso não ocorreu. Se os preços das commodities não subiram, também não caíram a ponto de provocar desinflação", avalia. "A inflação no Brasil é persistente. Há vários anos, com exceção de 2009, não conseguimos entregar a inflação na meta", lembra.

Para o economista-sênior do Besi Investimento, Flávio Serrano, a dinâmica inflacionária não mostra uma inflação compatível com a meta. "O resultado efetivo é preço. Busca-se controle da inflação e ela não está controlada. Tem alguma coisa errada aí." Serrano diz não ver possibilidade de um colapso da economia mundial. "Vamos supor que o BC esteja certo e nós errados. Ele (o BC) não tem como prever qual será o impacto de um default da dívida grega sobre a economia brasileira", afirma.

Para Serrano, o BC está usando um cenário alternativo para justificar decisões de política monetária quando deveria usar este cenário para responder aos fatos caso o cenário alternativo se torne o cenário básico. "Não se pode reduzir juros com base nos impactos na economia brasileira de uma crise internacional que não aconteceu ainda. É claro que política monetária é forward-looking, mas o BC está tomando como base o que não ocorreu", critica. O economista do Besi Investimento lembra que até o Chile, que tem uma dependência maior do mercado externo que o Brasil, preferiu manter a taxa de juros e esperar os acontecimentos da economia internacional.

No Banco ABC Brasil, o economista-chefe Luís Otávio de Souza Leal, avalia que não haverá correção das expectativas para a taxa de juros no Copom de outubro por uma simples questão: "Essas expectativas estão baseadas em coisas ditas e desejos ocultos do presidente do BC. Ele foi perguntado no FMI se as coisas tinham mudado e ele disse que estão como ele esperava. Na ata, o BC não indicou que, se esse cenário se concretizasse, ele teria de acelerar o ritmo de queda dos juros."




Souza Leal afirma que, nas reuniões privadas com dirigentes de economias estrangeiras durante a reunião anual do FMI nos Estados Unidos, Tombini pode ter ouvido coisas que o fizeram sair de lá com um sentimento de maior urgência. "Mas pelo que tenho lido nos documentos do próprio BC acho que ele não tem motivos para cortar a Selic, e muito menos acima de 0,5 ponto", afirmou.

Para o economista-chefe do ABC Brasil, a política monetária no Brasil hoje é uma questão de gosto. "O BC até deve ter uma ideia de onde quer chegar, deve ter um plano de voo, mas a gente não sabe se ele quer chegar ao objetivo mais ou menos rápido. O Paul Volcker ,quando assumiu o Federal Reserve (em 1979), elevou a taxa de juros de uma só vez e quase quebrou o mundo. O Greenspan (Alan Greenspan) pegou a taxa de juro norte-americana e foi elevando-a de 0,25 ponto em 0,25 ponto. Aqui eu não consigo ver mudanças que justifiquem uma aceleração no ritmo de corte da Selic", explica o economista do ABC Brasil.

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